Dormi Sem Parar
Escrevo em prosa, mas sinto em poesia. O vento flutuava, sem parar, e eu estava com pouco ser. Tudo desordenado, os caixilhos das janelas abanavam, ouviam-se os vidros a tilintar.
De repente, a noite ficou escura; um grande sossego fez com que eu tivesse vontade de dormir.
Entrei no quarto quando estava a escurecer. É noite e a noite é sono. As luzes acendem-se na manhã seguinte. Deixou de ser escuro. Estou contente com o que escrevo, como se estivesse lendo; depois senti que ia dormir.
Todos temos pormenores exteriores que nos influenciam: uma sombra no campo onde nos abrigamos; o chegar da noite traz-nos a consciência de devermos repousar.
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